'Libertar, devolver ao mundo, libertar. Conhecer...o ser humano a fundo. Libertar...
Se há luz no horizonte, se há vida em cada olhar, conhecer...libertar. Se o coração se esconde, tem medo de amar...libertar, e viver.
Ser livre pra voar, ser livre pra sentir o amor que a lua ensinou. Ser livre pra mostrar que o céu é logo ali, ser livre, ser o que sonhou. (...)
Meu destino é ser feliz, nisso eu quero acreditar. Fazer tudo o que eu não fiz, lutar por um lugar no mundo e conseguir. (...).'
Liberdade. Em nome de sua conquista, muito sangue foi derramado, vários homens morreram. Ideia-base que motivou a Independência Americana, em 1776, havendo, inclusive, a promulgação de uma Constituição inspirada em ideais iluministas, além de ter sido um dos lemas da Revolução Francesa, de 1789.
É um tema um tanto abstrato, que inspira..e nos leva à transcendência do pensamento. Em termos morfológicos, seu significado pode se relacionar a variadas ideias: liberdade de pensamento, crença, submissão à metrópole, da dependência aos vícios, da submissão às ordens, de relacionamento. Apesar disso, todos passam a mesma imagem de que ser livre é ser leve e solto.
Para ser feliz, é preciso ser livre. Amar a si mesmo, sem depender de ninguém para viver. É necessário ser independente, demonstrar forças para se re-erguer quando tudo o que você tinha dentro de si, construído com solidez, desmorona-se na sua frente. E, assim, com base no amor próprio, é preciso decidir deixar para lá, esquecer aquilo que não lhe faz bem, em nome da própria felicidade.
Ser livre é estar perto daqueles que realmente gostam e se importam com você - o tempo e os fatos da vida provam muitas amizades -, é fazer o que gosta, ouvir uma música antiga, escrever, ler poesias, ficar embaixo do cobertor..com certeza, é isso que revigora, que enobrece a alma. Que dá forças para seguir em frente.
Não é necessário se prender a futuros incertos, não vale a pena. Afinal, o futuro não existe, é um mero reflexo das consequências do presente. O que fazemos hoje é que define nosso passado e dá condições para construir o futuro. Por isso, o agora deve ser vivido do modo mais intenso e verdadeiro possível, para deixar lembranças boas e trazer resultados reconfortantes. Isso é ser livre.
Não tenha, portanto, medo de ser feliz. Seja livre. Esqueça o que não lhe faz bem, deixe para trás. Corra atrás apenas daquilo que lhe faz bem e queira levar consigo aqueles que realmente se importam com você. O futuro é incerto, tudo pode acontecer. Temos tanto pela frente, uma vida inteira a ser vivida...o sucesso sempre chega a quem merece. Você vai brilhar.'
segunda-feira, 16 de julho de 2012
sábado, 21 de abril de 2012
Névoa.
'É em meio a multidão, que paramos para refletir sobre a nossa existência. Sobre o companheirismo, o afeto, a confiaça. O amor. A amizade.
O egoísmo é capaz de dilacerar laços, destruir relações estáveis. Isso porque, ao contrário do altruísta, o egocêntrico só pensa em si, em seus benefícios, em como usar as pessoas para ser sucedido em seus fins. Por isso, não se importa em ir atrás de um colega só para pedir favores, e chamar outros para sair, apesar de falar mal destes sem que eles saibam.
Olhar para si é importante, porém sem permitir que isso machuque os outros. Quem é que gosta de ser pisado, sentir-se usado? Quem é que não precisa de um ombro amigo, uma amizade verdadeira, em seus piores momentos de angústia? Alguém que não julgue, que só ouça, que procure confortar com palavras. Que esteja ali, de corpo e alma, para você.
O mundo, infelizmente, é assim; um meio embaçado, coberto de névoa, no qual os homens só enxergam, nitidamente, a si mesmos. É por esse motivo, que há tanta superficialidade, que ninguém se importa, verdadeiramente, com o próximo. As pessoas são movidas por interesses, por desejos irracionais, e, são tão determinadas a atingi-los com êxito, que, se necessário, não se importam em tirar proveito dos outros.
No entanto, apesar desse egocentrismo, o mais difícil é compreender a própria essência, por meio do questionamento das próprias atitudes. Assim, digno de confiança, por abrir mão da superficialidade, é aquele que reflete antes de agir, que atribui importância a seus valores. É aquele que se importa. Que encara a si mesmo.'
O egoísmo é capaz de dilacerar laços, destruir relações estáveis. Isso porque, ao contrário do altruísta, o egocêntrico só pensa em si, em seus benefícios, em como usar as pessoas para ser sucedido em seus fins. Por isso, não se importa em ir atrás de um colega só para pedir favores, e chamar outros para sair, apesar de falar mal destes sem que eles saibam.
Olhar para si é importante, porém sem permitir que isso machuque os outros. Quem é que gosta de ser pisado, sentir-se usado? Quem é que não precisa de um ombro amigo, uma amizade verdadeira, em seus piores momentos de angústia? Alguém que não julgue, que só ouça, que procure confortar com palavras. Que esteja ali, de corpo e alma, para você.
O mundo, infelizmente, é assim; um meio embaçado, coberto de névoa, no qual os homens só enxergam, nitidamente, a si mesmos. É por esse motivo, que há tanta superficialidade, que ninguém se importa, verdadeiramente, com o próximo. As pessoas são movidas por interesses, por desejos irracionais, e, são tão determinadas a atingi-los com êxito, que, se necessário, não se importam em tirar proveito dos outros.
No entanto, apesar desse egocentrismo, o mais difícil é compreender a própria essência, por meio do questionamento das próprias atitudes. Assim, digno de confiança, por abrir mão da superficialidade, é aquele que reflete antes de agir, que atribui importância a seus valores. É aquele que se importa. Que encara a si mesmo.'
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Impulso.
"A, E, I..1, 2, 3..pliê. Mais, menos..substantivos, pronomes.., colors, rainbow..niña, corazón, pliê.Desde a infância, há bombardeios de informações e novidades, todas quase que simultâneas, mas necessárias para a formação de uma personalidade. Tudo que nos é ensinado visa ao alcance da perfeição..de modo que todos os nossos atos e escolhas levem a ela, direta ou indiretamente.
Partindo desse pressuposto, há aqueles que crescem condenando esse modo de vida, achando a "perfeição" chata e repugnante, e, o certinho demais, um verdadeiro "porre". No entanto, há outros que realmente acatam a essência do que lhes é transmitido, moldando suas vidas em torno daquilo que consideram "certo, correto, perfeito".
Acontece, que ares angelicais, doces e pacíficos não são, necessariamente, evidências da perfeição, ao contrário do que foi ensinado àqueles que adquiriram essas características. O mundo é feio e sujo, não uma casinha de bonecas. Mesmo com esforço e com a procura de sempre dar o seu melhor, sempre vai aparecer alguém, importante pra você, que irá lhe condenar e fará com que reflita e repense acerca de todos os seus valores: afinal, é errado ser doce e compreensiva? O certo é gritar, xingar e desprezar? Existe certo ou errado? Quem é adequado pra avaliar ou julgar isso?
A verdade é que nenhum extremo é aceitável..mas será que é possível a coexistência? Cisne branco e negro em uma só? É necessária a morte da pureza e da perfeição para se libertar?
Difícil...os valores são tão distorcidos. Uma visão de mundo nos é passada, para, futuramente, ser condenada. É quase um paradoxo. As noções de "certo" e "errado" se tornam duvidosas e trocadas, muito confusas.
Todas essas perguntas são, no fundo, retóricas. Só é irritante pensar que parâmetros sociais lhe formam, para, depois, atirarem-lhe pedras. A melhor saída, talvez, seja não ligar para o que os outros dizem..e ser você. Simplismente, pelo fato de você ser única, impassível de comparação a qualquer estereótipo. Os homens são universos inteiros, o que os torna instáveis, imprevisíveis.
Portanto, surpreenda aquele que lhe julgar. Mostre o cisne negro que existe na sua essência, mesmo sendo um perfeito cisne branco, repleto de amor e carinho."
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Always.
"Jane não estava feliz. Ainda sentia um afeto muito profundo por Bingley. Não tendo nunca antes sequer se julgado apaixonada, sua afeição tinha todo o entusiasmo do primeiro amor e, pela idade e personalidade, maior firmeza do que os primeiros amores costumam demonstrar; e ela apreciava com tanto fervor a lembrança dele e o preferia a qualquer outro homem, que tinha de se valer a todo o seu bom senso e de toda a sua atenção aos sentimentos dos amigos para não se entregar àquelas saudades danosas à saúde e à tranquilidade.""Começava agora a compreender que ele era exatamente o homem que, pelo caráter e pelos talentos, mais combinaria com ela. Sua inteligência e seu temperamento, embora diferentes dos dela, teriam correspondido a todos os seus desejos. Teria sido uma união proveitosa para ambos; pela desenvoltura e vivacidade dela, o humor dele teria sido abrandado e suas maneiras, melhoradas; e, com o discernimento, a cultura e o conhecimento de mundo que ele tinha, ela se teria beneficiado ainda mais."
- AUSTEN, Jane. Pride and Prejudice.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Ir ou não ir, eis a questão.
'Lá fora o vento sopra e leva tudo,folhas e papéis correm pelo ar;
cuidado, garoto,
que esse vento também pode te levar.
Você pode viver uma vida sem pensar,
mas não espere em troca o meu bom senso.
Você tem o seu livre arbítrio,
mas não vou deixar de fazer o que penso.
Sair sem horas pra voltar,
menino, faça o que quiser,
mas saiba que posso ir pra outro lugar.
Desligar o celular, usar outro perfume,
abandonar o seu all star.
Se quiser, vá em frente,
mas não espere que eu vá aprovar.
Você pode viver uma vida sem pensar,
mas não espere em troca o meu bom senso.
Você tem o seu livre arbítrio,
mas não vou deixar de fazer o que penso.
Se você deixar o vento te levar,
garoto, sinto dizer
que você vai se arriscar.'
- A implica B, X implica Y, livre arbítrio implica consequências.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
doce conto infantil.
'Criancinha pequenina,abrace com ternura,
enfeite a figura,
imite a aventura;
ouça uma canção,
use a imaginação.
Mostre seu sorriso doce,
tímido e marcante;
sinestesia alí, paradoxo aqui.
Branco, bobo e brilhante,
alegre, amável e adorável;
assonância aqui, aliteração alí.
Pequeno garotinho que está a me ouvir,
com o "a e i o u",
nunca deixe de sorrir.'
- Nunca, nunca deixe de sorrir. Simples assim.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
rain.
Uma analogia batida permite a comparação entre a chuva e uma lágrima. Ambas formam-se a partir do acúmulo, a primeira em relação às gotículas de vapor d'água e, a segunda, decorrente de introspectivos sentimentos.
Tal acúmulo eclode em uma consequência: a chuva, podendo ter diferentes acompanhantes - tanto o sol como o trovão -, ou o choro, que também pode estar aliado ao sorriso ou ao soluçar. Felizes, ou, dependendo da situação, infelizes aliterações. Chuva e choro, choro e chuva. Gotas, lágrimas. De verão, de momento. Torrenciais, breves.
O que se pode analisar, é que tanto uma quanto a outra possuem a função de expelir, jogar para fora. Com a chuva, apesar de possíveis efeitos danosos decorrentes de enchentes, o tempo melhora, o céu abre, a qualidade do ar se eleva, as plantas se nutrem. Com o choro, a essência interior se alivia, adquire-se a sensação de tranquilidade, a serenidade se renova, a angústia diminui, o sofrimento é, levemente, apartado.
Paris, a cidade luz, tão poética, tão inspiradora, tão romântica. Para os apaixonados desiludidos, no entanto, pode ser palco de meros desgostos, com direito a lágrimas e lembranças. Apesar disso, a solução está nas próprias gotículas de água que envolvem o belo cenário: andar na chuva, pensar, sonhar, sorrir, sentir. É disso que precisam para se soltarem, serem livres e independentes.
Jogar para fora, livrar-se daquilo que não está no lugar certo, que não está fazendo bem. Isso é sempre muito difícil, mas fundamental ao crescimento.
É preciso viver a cada instante, como se fosse o último, porém com sabedoria. Não viva apenas por viver, esperando que os fatos do destino levem a algum lugar e ajudem a tirar uma conclusão, ou a solucionar uma dúvida persistente. Não abra mão do que está bem na sua frente, porque nunca se sabe até quando isso poderá estar nesse devido local. Aproveite e racionalize o tempo, organize-se. Valorize ao máximo as pessoas que estiverem no seu vagão, aproveitando cada instante, elogio e ensinamento que pode receber. Vai dar certo. Tudo o que chega, acontece sempre por uma razão.
Por isso, solte. Liberte-se. Abra mão. Permita-se. Afinal de contas, apesar de o caminho ser difícil, sombrio e gelado, ele se torna poético para quem vê de fora - ou lá de cima - e analisa o seu crescimento. E, nunca se esqueça: no fim, o tempo abre, tudo melhora. A essência interior se renova. Para de existir, viva.'
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