sábado, 21 de abril de 2012
Névoa.
O egoísmo é capaz de dilacerar laços, destruir relações estáveis. Isso porque, ao contrário do altruísta, o egocêntrico só pensa em si, em seus benefícios, em como usar as pessoas para ser sucedido em seus fins. Por isso, não se importa em ir atrás de um colega só para pedir favores, e chamar outros para sair, apesar de falar mal destes sem que eles saibam.
Olhar para si é importante, porém sem permitir que isso machuque os outros. Quem é que gosta de ser pisado, sentir-se usado? Quem é que não precisa de um ombro amigo, uma amizade verdadeira, em seus piores momentos de angústia? Alguém que não julgue, que só ouça, que procure confortar com palavras. Que esteja ali, de corpo e alma, para você.
O mundo, infelizmente, é assim; um meio embaçado, coberto de névoa, no qual os homens só enxergam, nitidamente, a si mesmos. É por esse motivo, que há tanta superficialidade, que ninguém se importa, verdadeiramente, com o próximo. As pessoas são movidas por interesses, por desejos irracionais, e, são tão determinadas a atingi-los com êxito, que, se necessário, não se importam em tirar proveito dos outros.
No entanto, apesar desse egocentrismo, o mais difícil é compreender a própria essência, por meio do questionamento das próprias atitudes. Assim, digno de confiança, por abrir mão da superficialidade, é aquele que reflete antes de agir, que atribui importância a seus valores. É aquele que se importa. Que encara a si mesmo.'
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Impulso.
"A, E, I..1, 2, 3..pliê. Mais, menos..substantivos, pronomes.., colors, rainbow..niña, corazón, pliê.quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Always.
"Jane não estava feliz. Ainda sentia um afeto muito profundo por Bingley. Não tendo nunca antes sequer se julgado apaixonada, sua afeição tinha todo o entusiasmo do primeiro amor e, pela idade e personalidade, maior firmeza do que os primeiros amores costumam demonstrar; e ela apreciava com tanto fervor a lembrança dele e o preferia a qualquer outro homem, que tinha de se valer a todo o seu bom senso e de toda a sua atenção aos sentimentos dos amigos para não se entregar àquelas saudades danosas à saúde e à tranquilidade.""Começava agora a compreender que ele era exatamente o homem que, pelo caráter e pelos talentos, mais combinaria com ela. Sua inteligência e seu temperamento, embora diferentes dos dela, teriam correspondido a todos os seus desejos. Teria sido uma união proveitosa para ambos; pela desenvoltura e vivacidade dela, o humor dele teria sido abrandado e suas maneiras, melhoradas; e, com o discernimento, a cultura e o conhecimento de mundo que ele tinha, ela se teria beneficiado ainda mais."
- AUSTEN, Jane. Pride and Prejudice.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Ir ou não ir, eis a questão.
'Lá fora o vento sopra e leva tudo,folhas e papéis correm pelo ar;
cuidado, garoto,
que esse vento também pode te levar.
Você pode viver uma vida sem pensar,
mas não espere em troca o meu bom senso.
Você tem o seu livre arbítrio,
mas não vou deixar de fazer o que penso.
Sair sem horas pra voltar,
menino, faça o que quiser,
mas saiba que posso ir pra outro lugar.
Desligar o celular, usar outro perfume,
abandonar o seu all star.
Se quiser, vá em frente,
mas não espere que eu vá aprovar.
Você pode viver uma vida sem pensar,
mas não espere em troca o meu bom senso.
Você tem o seu livre arbítrio,
mas não vou deixar de fazer o que penso.
Se você deixar o vento te levar,
garoto, sinto dizer
que você vai se arriscar.'
- A implica B, X implica Y, livre arbítrio implica consequências.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
doce conto infantil.
'Criancinha pequenina,abrace com ternura,
enfeite a figura,
imite a aventura;
ouça uma canção,
use a imaginação.
Mostre seu sorriso doce,
tímido e marcante;
sinestesia alí, paradoxo aqui.
Branco, bobo e brilhante,
alegre, amável e adorável;
assonância aqui, aliteração alí.
Pequeno garotinho que está a me ouvir,
com o "a e i o u",
nunca deixe de sorrir.'
- Nunca, nunca deixe de sorrir. Simples assim.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
rain.
Uma analogia batida permite a comparação entre a chuva e uma lágrima. Ambas formam-se a partir do acúmulo, a primeira em relação às gotículas de vapor d'água e, a segunda, decorrente de introspectivos sentimentos.
Tal acúmulo eclode em uma consequência: a chuva, podendo ter diferentes acompanhantes - tanto o sol como o trovão -, ou o choro, que também pode estar aliado ao sorriso ou ao soluçar. Felizes, ou, dependendo da situação, infelizes aliterações. Chuva e choro, choro e chuva. Gotas, lágrimas. De verão, de momento. Torrenciais, breves.
O que se pode analisar, é que tanto uma quanto a outra possuem a função de expelir, jogar para fora. Com a chuva, apesar de possíveis efeitos danosos decorrentes de enchentes, o tempo melhora, o céu abre, a qualidade do ar se eleva, as plantas se nutrem. Com o choro, a essência interior se alivia, adquire-se a sensação de tranquilidade, a serenidade se renova, a angústia diminui, o sofrimento é, levemente, apartado.
Paris, a cidade luz, tão poética, tão inspiradora, tão romântica. Para os apaixonados desiludidos, no entanto, pode ser palco de meros desgostos, com direito a lágrimas e lembranças. Apesar disso, a solução está nas próprias gotículas de água que envolvem o belo cenário: andar na chuva, pensar, sonhar, sorrir, sentir. É disso que precisam para se soltarem, serem livres e independentes.
Jogar para fora, livrar-se daquilo que não está no lugar certo, que não está fazendo bem. Isso é sempre muito difícil, mas fundamental ao crescimento.
É preciso viver a cada instante, como se fosse o último, porém com sabedoria. Não viva apenas por viver, esperando que os fatos do destino levem a algum lugar e ajudem a tirar uma conclusão, ou a solucionar uma dúvida persistente. Não abra mão do que está bem na sua frente, porque nunca se sabe até quando isso poderá estar nesse devido local. Aproveite e racionalize o tempo, organize-se. Valorize ao máximo as pessoas que estiverem no seu vagão, aproveitando cada instante, elogio e ensinamento que pode receber. Vai dar certo. Tudo o que chega, acontece sempre por uma razão.
Por isso, solte. Liberte-se. Abra mão. Permita-se. Afinal de contas, apesar de o caminho ser difícil, sombrio e gelado, ele se torna poético para quem vê de fora - ou lá de cima - e analisa o seu crescimento. E, nunca se esqueça: no fim, o tempo abre, tudo melhora. A essência interior se renova. Para de existir, viva.'
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.
"A flor que tu amas não está em perigo...Minha flor está lá, em algum lugar..."."E eu vos direi: "Amai para entendê-las! Pois só quem ama pode ter ouvido capaz de ouvir e de entender estrelas". " - Ouvir Estrelas - Olavo Bilac
"Uma flor nasceu na rua! Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego. Uma flor ainda desbotada, ilude a polícia, rompe o asfalto. Façam completo silêncio, paralisem os negócios, garanto que uma flor nasceu. É feia. Mas é flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio." - A flor e a náusea - Carlos Drummond de Andrade
'Flores e estrelas, dádivas da natureza. Metáforas de sentimentos, símbolos dos apaixonados. As primeiras, tão belas e doces, sinestésicas. A do Principezinho, inclusive, era única no mundo, porque havia sido cativada. A de Drummond, por outro lado, nasceu para acabar com os males do mundo, mesmo que gradativamente. As segundas, por sua vez, são sempre tão brilhantes e irradiantes, dignas de confiaça, with their little lights. São, por fim, entidades, o Amor, a Esperança, a Ilusão, nesse mundo repleto de orgulho, ódio, rancor, ciúmes e brigas.
Por isso, a luz e o brilho de uma flor nunca poderão desaparecer, assim como não se poderá permitir que tal flor seja corrompida, pois somente sua pureza salvará os homens. O amor é a chave para todas as desgraças, é o ponto de equilíbrio para tudo. Como dizia Saint-Exupery, só se vê bem com o coração.'
'Nunca deixe seu brilho apagar, nem esqueça de respirar. Olhe para as estrelas, olhe como elas brilham por você, não vale a pena desistir. Nunca.".
sem mais;
see u.
